Cuidados 12 Abril 2020 5 min de leitura

Doença de Alzheimer: como agir?

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Doença de Alzheimer: como agir?

A Doença de Alzheimer (DA) é uma doença progressiva em que as células cerebrais começam a se degenerar e morrer, gerando prejuízos de memória e declínios na função cerebral, o que, consequentemente, afeta todos os sistemas do corpo humano. Devido às especificidades do seu quadro, tem impacto não somente no portador, mas também nos familiares e na rede de suporte. Diante disso, entender como agir faz diferença no cuidado e na qualidade de vida de todos os envolvidos.

Para o portador

É importante criar uma rotina que ajude a pessoa com Alzheimer a se sentir mais segura e a manter suas atividades com mais previsibilidade. Dentro dessa rotina, a autonomia deve ser estimulada sempre que possível, respeitando os limites de cada fase da doença e mantendo supervisão constante quando necessário.

Como as mudanças podem ser intensas, muitas conversas sobre o quadro devem acontecer entre os responsáveis, mas sem expor o portador a situações constrangedoras. Mesmo em fases iniciais ou intermediárias, ele pode perceber mudanças e sentir medo, tristeza ou insegurança. Por isso, o respeito precisa estar presente em cada interação.

A comunicação também merece atenção especial. O ideal é falar de forma pausada, clara, olhando nos olhos e usando perguntas simples, que facilitem respostas objetivas. Evitar confrontos ajuda a reduzir episódios de irritabilidade, ansiedade e agressividade.

Também vale incentivar atividades prazerosas, estimular o movimento com supervisão e adaptar a casa para reduzir riscos. A manutenção do bem-estar físico, emocional e da autoestima pode contribuir para preservar habilidades por mais tempo e tornar a rotina mais leve.

Algumas atitudes práticas ajudam bastante no dia a dia:

  • Manter o ambiente seguro.
  • Criar uma rotina previsível.
  • Garantir supervisão constante quando preciso.
  • Preservar o respeito e a dignidade do portador.
  • Usar comunicação clara e objetiva.
  • Estimular a autonomia dentro do que for possível.
  • Manter o senso de humor de forma acolhedora.
  • Evitar discutir o quadro na frente do portador.

Para a rede de suporte

Seja no cuidado informal, feito por familiares, seja no cuidado formal, realizado por profissionais, é essencial reconhecer que cuidar de uma pessoa com Alzheimer exige muito de quem acompanha a rotina. Informação, escuta e troca de experiências fazem diferença para que o cuidador não enfrente tudo sozinho.

A rede de apoio é um ponto central nesse processo. Buscar orientação, apoio emocional e momentos de cuidado pessoal não é sinal de fraqueza, mas uma forma de sustentar o cuidado com mais equilíbrio. Quando o cuidador se preserva, ele também consegue oferecer um acompanhamento melhor ao portador.

Entre os pontos mais importantes para quem cuida, vale reforçar:

  • Construir e aceitar uma rede de apoio.
  • Não abandonar o autocuidado.
  • Reconhecer e acolher emoções difíceis como parte do processo.
“Meus ontens estão desaparecendo e meus amanhãs são incertos. Então, para que eu vivo? Vivo para cada dia. Vivo o presente. Num amanhã próximo, esquecerei que estive aqui diante de vocês e que fiz este discurso. Mas o simples fato de eu vir a esquecê-lo num amanhã qualquer não significa que hoje eu não tenha vivido cada segundo dele. Esquecerei o hoje. Mas isso não significa que o hoje não tem importância.”

Citação: Filme: Para Sempre Alice.

Fonte: Beatriz Lavelli
Referência: BRASIL. O que é a Doença de Alzheimer. Ministério da Saúde. 2001.

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